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SEGURANÇA PÚBLICA Justiça mantém válido concurso da Polícia Penal em Roraima após pedido da Defensoria

Publicado em 28/09/2025 09:55

SEGURANÇA PÚBLICA  Justiça mantém válido concurso da Polícia Penal em Roraima após pedido da Defensoria

Liminar foi expedida pelo TJRR em menos de 24 horas, após recurso emergencial apresentado neste sábado (27).

A Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR), por meio do Grupo de Atuação Especial (GAED), conseguiu neste sábado (27) uma decisão liminar que suspende a contagem do prazo de validade do concurso da Polícia Penal. O certame venceria já na segunda-feira (29), mas o Tribunal de Justiça de Roraima acatou o pedido apresentado em caráter emergencial pela Defensoria e determinou, no mesmo dia, a continuidade da validade do concurso.

Na prática, a decisão garante que os candidatos aprovados não sejam prejudicados pelo fim do prazo e assegura que novas nomeações possam ocorrer até que o mérito do processo seja julgado. O concurso ficou paralisado por mais de 15 meses em razão de uma decisão judicial anterior, que suspendeu as convocações entre maio de 2024 e agosto de 2025. Segundo a decisão, não se trata de prorrogar o prazo de forma comum, mas de restituir o tempo em que o concurso estava suspenso judicialmente.

O defensor público-geral, Oleno Matos, destacou o impacto da medida para a sociedade. “Recorremos para assegurar a prorrogação do concurso. Sem essa decisão urgente, dezenas de aprovados perderiam o direito à nomeação e o Estado seria obrigado a gastar mais em um novo certame, apesar de já ter reconhecido a necessidade de pessoal. O que defendemos é simples: aproveitar quem já foi aprovado, reforçar a segurança pública e evitar desperdício de recursos públicos”, explicou.

A defensora pública Paula Regina Castro, integrante do GAED, acrescentou que o fundamento jurídico foi justamente a devolução do tempo perdido. “Nosso pedido não cria um prazo novo. O que pedimos foi a restituição do período em que o concurso ficou parado por ordem judicial. Esse tempo não pode ser contado contra os candidatos. A suspensão garante igualdade entre todos os aprovados e segurança jurídica ao processo”, frisou.

Já o defensor Frederico Leão ressaltou a urgência que motivou a atuação da Defensoria. “Entramos no plantão do fim de semana porque havia risco real de o direito dos candidatos se perder em poucas horas. Se o prazo expirasse, nenhuma decisão posterior teria efeito. Essa liminar evita uma injustiça irreparável e assegura que o reforço na segurança pública aconteça de imediato”, completou.

Com a liminar, o concurso da Polícia Penal permanece válido até que o mérito seja julgado pelo Tribunal. A expectativa da Defensoria é de que, ao final, o prazo seja prorrogado pelo tempo em que esteve suspenso e o Estado possa nomear os candidatos remanescentes.


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