FAMÍLIA AFETIVA Homem tenta conseguir guarda de criança que vivia em associação

“Desde a primeira vez que o vi logo veio o sentimento paternal, agora quero a guarda para levá-lo para tratamento fora do estado”, diz Walyson.

Como diz aquele ditado: “pai é quem cria”. Isso porque ser pai vai além de simplesmente ser um genitor. Muitos não sabem o momento em que se sentirão prontos para cuidar de uma criança, mas o instrutor Walyson Lopes, 31 anos, ao encontrar o pequeno D.R.C na Associação Anjos de Luz, logo sentiu-se cativado pelo amor paternal, e tenta pela Defensoria Pública do Estado (DPE) conseguir a guarda da criança.

Mas essa história começou em 2014: quando o pequeno Diego* apareceu com ferimentos no braço, mas, como morava no interior com o pai biológico e a criança precisava de assistência médica, ambos, resolveram vir para Boa Vista, e como não tinham outro local ficaram alojados na associação.

Após uma ação social realizada pela instituição que Walyson trabalhava, o instrutor conheceu o garoto. “Quando eu o vi me encantei. Até brinquei com o pai biológico do Diego dizendo vou ‘levar’ esse menino para mim”, lembra emocionado.

Depois Walyson passou a visitá-lo e tendo contato frequente com os dois por cerca de oito meses, até que o pai biológico sugeriu a Lopes que levasse a criança para morar com ele, tão logo ele aceitou.

O pequeno Diego*, atualmente com 6 anos, diz ser muito feliz com Walyson, o qual chama de pai. “Ele me leva pra escola, me leva pra brincar, ele sempre vai ser meu papai”, diz o menino.

“Eu cuido dele, e o amo como meu filho. Desde que ele foi morar comigo eu o levo ele para hospitais na tentativa de curar esse ferimento no braço esquerdo dele, que no começo disseram ser Leishmaniose, fiz tratamento e não cicatrizou. Agora quero a guarda dele para tentar consultá-lo fora do Estado, e descobrir o que realmente é essa doença. O pai biológico por não ter condições financeiras suficientes concorda em me dá a guarda; mas sobre a genitora não sabemos nem onde se encontra”, afirmou Lopes.

O defensor público, Rogenilton Ferreira, conta sobre as medidas que serão tomadas neste caso. “Entraremos com uma ação de guarda e pedido de uma liminar de urgência, já que a criança está com uma doença não diagnosticada”, explicou.

Ele ainda ressaltou que em casos semelhantes onde não se sabe o paradeiro do pai ou da mãe biológica ainda assim é possível entrar com ação de guarda. “Nesse caso, somente com a autorização do pai é possível entrar com o pedido de guarda e fazer a citação da mãe por edital”, explicou o defensor.

 

(David) nome fictício para preservar a identidade da criança

 

 

 

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