TRÁFICO DE PESSOAS: Assistidos da DPE esclarecem dúvidas sobre  a prática criminosa

Por fazer fronteira com outros países, Roraima se torna propício para casos de tráfico de pessoas, diz internacionalista.

O estado de Roraima faz fronteira com os países da Venezuela e Guiana Inglesa, como também com os estados brasileiros do Amazonas e Pará. E por essa razão, existem rotas que podem, às vezes, facilitar para a prática do crime de tráfico de pessoas.

Um dos mecanismos para prevenção contra o crime do artigo 149-A, do Código Penal, e há claramente uma subnotificação dos casos, a Defensoria Pública do Estado, por meio do projeto Diálogo na Sala de Espera, vai promover uma  palestra para debater o ‘combate ao tráfico de pessoas’, nesta terça-feira, 10, no hall de atendimento da sede da DPE.

A ação conta com a parceria da Procuradoria Especial da Mulher.  A internacionalista, Jamille Mendonça Martins, do Núcleo de Combate ao Tráfico de Pessoas, esclarecerádúvidas sobre a temática durante a palestra. “A maioria das vítimas são mulheres, que são reféns para trabalharem como prostitutas em outros países ou estados. Mas, o crime  também pode ocorrer com homens, transgêneros e todas as pessoas”, esclareceu.

Jamille alertou que o tráfico pode ocorrer tanto dentro do Brasil quanto a nível internacional. “Muitas das vítimas vêm traficadas da Venezuela devido essa imigração em alto índice em nosso Estado”, comentou.

Ela ainda mencionou que os dados sobre o número de casos de vítima desse crime não fazem jus a realidade, pois muitas vítimas deixam de denunciar por medo que aconteça algo a elas ou a própria família.

Para se prevenir contra esse tipo de crime, ela orienta que as pessoas fiquem atentas as propostas. “Temos que ter em mente que não podemos confiar em uma pessoa que não conhecemos, e prestar atenção nos indícios. Acabou de conhecer uma pessoa e ela te convidar para ir à casa dela, insistência pelo ciclo social, convidar para um trabalho em outro município sem dá informações que se possa ter certeza que são verdadeiras, ou seja, é necessário investigar para não ser mais uma vítima”, exemplificou Jamille.

 

ASCOM DPE - 3623-1615

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